domingo, 22 de março de 2009

De um Renoir.

De um Renoir.

Quedo-me traço solto
do qual tramo tuas vestes.
Sinto-te fluir gotas
até que me ergues vento.

Mas vou assim que percebo
meu rosto em teu movimento –
expiras o meu detalhe,
consomes minha fagulha:

resto-me então desordem
que amanhece tua pele.

5 comentários:

glória disse...

você é vento vadio carregando tudo que solta movimento.
tuas fagulhas são cores de lápis riscando o mundo em branco
teu detalhe se agacha em cada pista do vento
resta-me pingar meu olhar sobre gotas de um Renoir
para que anoiteça

Adri Antunes disse...

eeeiiii, que susttoo! quando vejo minha foto por aquii! fui pega entre a alegria e o susto mesmoo! e vc? nem pra me avisarrr! ehehe! obrigada pela surpresa! uauu, fazia tempo que não sentia isso! e pelas palavras tb, que claro, não devem ser para mim, mas combinam com a foto e a delicadeza do momento! ehe
coisa boa, começar a segunda assim!
bjimmmm

pensar disse...

Cada vez gosto mais de suas letras externadas.Um abraço

Anônimo disse...

φ

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Quem será esse anônimo?