sábado, 31 de janeiro de 2009

A paixão apenas é.

Esse aí em cima é um tigre desconfiado.

Inventaram de colocar algo parecido com um porco do mato na frente dele para que o dito retomasse seus instintos selvagens em cativeiro.

Mas pela cara do camarada, vê-se que ele não achou a idéia muito interessante.

Se achasse, seria algo como se apaixonar por uma boneca inflável.

Que há gozo, há. Mas e o resto?

O fato é que ninguém ama um cérebro, que ninguém tem orgasmos por idéias ou abraça uma imagem.

Mais vale a pele do que a invenção da pele. Quanto ao inventor, não precisamos conhecê-lo. Queiramos ou não, tudo tem a mão humana.

Por isso a paixão é a única realidade. E para paixões não existem protótipos ou simulacros.

A paixão apenas é.

7 comentários:

Fernando disse...

Fala eduardo, tudo bem? Cara a palavra simulacro em seu texto tem qul significado? Pesquisei na rede e encontrei estas definições:

1. simulacro
Aparência sem realidade, ação simulada.
fingir estar envolvido com algo.

É nesse contexto que se refere?
Por favor, se puder me explicar o sentido minha simples lista de expressões poderá ganhar uma nova!

Fernando Koller :P
drdrop@gmail.com

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Olá Fernando. Utilizei simulacro no sentido de sombra. Utilizei simulacro no sentido de disfarce, de reflexo e não realidade. Empregado no eixo do texto, essa palavra se refere àquilo que a paixão não é. Ou seja: a paixão nunca é aparência, sendo que somente a paixão é aquilo que apenas é. No mais, simulacros seriam como gozos em bonecas infláveis: que é gozo, é, mas de nada adianta se não existe o calor. Por isso reitero: a paixão apenas é. Espero ter respondido tua pergunta. Continue aparecendo por cá. Um abraço, Eduardo.

Lucho disse...

Com o devido uso do desconhecido. Aprendemos com as incertezas.

Muito obrigado pela força lá no meu blog. É sempre bom esse carinho. Faz com não nos sintamos tão sós.

Forte abraço, companheiro!

Adri Antunes disse...

Eduardo, vc escreve de um jeito delicioso! gostei mto de te ler! principalmente daquele texto que fala da cidade e de ser sozinho! volto pra te ler mais...

tagg disse...

sei não se concordo com você. estivéssemos nós numa mesa de bar e a discussão se arrastaria por horas...

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Infelizmente a internet não tem mesas. Se tivesse, a gente não falaria tanta besteira no MSN. Mas espero que ainda possamos discutir coisas assim em uma mesa real. Um antigo professor meu dizia que não tínhamos que procurar o sexo dos anjos. Eu fui na dele: inventei o sexo de tudo. Até.

Tâmara disse...

pixão é coisa de pele.
Gostei disso!!
Mas, quer saber? gosto muito mais dos teus comments dentro dos coments...rsrrs

muito bom, teu ultimo comment desse post!