domingo, 14 de junho de 2009

Exercício n° 99.

Queria dizer teu nome do alto de um edifício.
Mas não encontrei nenhum com mais de quatro andares.

Fui para a praia mais próxima da minha cidade.
Mas era inverno e as gaivotas me cortaram a voz.

Agora, quando quero dizer teu nome,
cubro minha boca com aquele cobertor xadrez.

E mesmo que eu saiba que teu corpo não está aqui,
existe o calor da minha voz que em cada sílaba
cheira teu nome de mar.

4 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Eduardo. Amei como sempre seu comentário de um refinar imensurável. Como sua essência é tão forte e intenso. Impregnado de um movimentar que rompe 'impedimentos' e que nada há de temer.

.

"Os primeiros calores da nova estação, tão antigos como um primeiro sopro. Muito antes de vir a nova estação, já havia o prenúncio: inesperadamente uma tepidez de vento, as primeiras doçuras do ar. (...)
Esse primeiro calor ainda fresco traz tudo. Apenas isso, e indiviso: tudo".

Aprendendo a viver- Clarice Lispector


Beijos mil 'hombre' nobre !

Priscila Cáliga

adri disse...

nossaaa, coisa mais linda!

Marjorie Bier disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
pensar disse...

Que lindo!!!Adorei esse teu novo estilo de poesia.Se bem q adoro todos teus textos, eles tem muita forca, foco e entrelinhas.Me inundo neles.Bjs