quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Causo do Seu Juarez.

O Seu Juarez, amigo de Ijuí, me contou um causo interessante a partir do qual tentarei falar alguma coisa nos próximos dias. O que não sei. Mas falarei, apesar de até o site do Hotmail me dizer que anda pra lá de ocupado pra abrir meus e-mails.

Deixe estar.

É o seguinte (e por hoje é só o seguinte).

Certa feita houve uma epidemia desconhecida em uma cidade do interior. Morreram tantas pessoas que o cemitério lotou. O prefeito, tentanto achar uma saída para o dilema, resolveu que aqueles que morressem pela epidemia deveriam ser enterrados em covas coletivas. “Estão mortos mesmo”, pensou.

Mas foi aí que surgiu outra preocupação: se havia somente um médico por aquelas redondezas, como verificar que todos aqueles que estavam jogados pelas ruas da cidade estavam realmente mortos? Foi então que chamaram o médico e disseram pra ele dar um jeito de fazer isso com a máxima rapidez.

-Rua cheia cheia de mortos não é rua limpa! – disse o prefeito.

O doutor não se fez de rogado e logo chamou dois negros fortes que trabalhavam numa estância ali perto e disse para os dois pegarem uma maca de campanha.

-Resolvemos isso pra já! – falou ao prefeito.

E qual era sua metodologia? Cutucava cada corpo que via pela rua com uma taqüara afiada. Se o sujeito resmungasse, estava vivo. Se nada acontecesse, estava morto. Com essa técnica conseguiu encher uma cova com uns quarenta corpos em pouco tempo.

Mas contam que quando os negros estavam levando pra cova um sujeito meio barbudo, ele se remexeu e disse aflito aos seus carregadores:

-Eu não estou morto!

Nisso um dos negros respondeu:

-Tá morto sim! Não inventa de contrariar o doutor
!